O Impacto de um Diagnóstico de Transtornos de Desenvolvimento infantil na família

O Impacto de um Diagnóstico de Transtornos de Desenvolvimento infantil na família

Ter um filho ou uma filha pode fazer parte da lista de desejos de muitos casais, e quando confirmado, sua espera vira um momento de muitas expectativas. Quando falamos em expectativas, falamos de ansiedade, da espera por algo que não se sabe como será, e essas vêm junto de diversas idealizações.

Após a espera pelo o que é denominado como “criança ideal”, muitas famílias, ao longo do crescimento de seus filhos, podem se deparar com situações inesperadas, como é o caso de um diagnóstico, principalmente dos que se tratam de transtornos do desenvolvimento.  Dessa forma as expectativas podem vir acompanhadas de frustração, principalmente quando suas “idealizações” fogem do esperado e/ou planejado. 

Como já falamos aqui, acompanhar os Marcos do Desenvolvimento tem como função auxiliar no monitoramento de alguns momentos básicos esperados no desenvolvimento de uma criança, e quando observados atrasos, a importância de procurar um médico. Quando trazemos em questão o diagnóstico de um transtorno do desenvolvimento, enfatizamos também a importância do acolhimento e atenção aos responsáveis, justamente porque esses momentos podem vir acompanhados de diversos sentimentos.

Os sentimentos de tristeza, frustração, medo e ansiedade, podem ser muito comuns em um primeiro momento, principalmente pois usualmente não pensamos e nem somos instruídos a pensar na possibilidade de quaisquer transtornos na vida de nossos filhos. Por isso, nem sempre estamos completamente preparados físico e emocionalmente para tal notícia e todas as mudanças que a acompanham. 

Falando especificamente sobre o diagnóstico de Autismo, o mesmo ainda é muito desafiador, principalmente se tratando das características mais sutis de quem está nessa condição. Portanto, quando mães e pais ou responsáveis são surpreendidos com esse diagnóstico, muitas das vezes, além da frustração, podem ser tomados pela negação, pois nem sempre são características facilmente observáveis.

Quando damos início a um tratamento, se tratando do Transtorno do Espectro Autismo (TEA), vê-se a necessidade de integrar família, escola, terapias em geral, pensando no prognóstico da criança, fazendo com que muitas vezes falte tempo para outras atividades que antes faziam parte da rotina familiar. Com todas essas mudanças no dia a dia da família, a assistência, por parte de uma equipe multiprofissional, aos responsáveis se faz extremamente importante para atender a todos os questionamentos pessoais e sociais, mas também para orientar o manejo com a criança. 

A família é o primeiro grupo social que alguém faz parte, portanto a real necessidade do acolhimento. Ele serve não só para auxiliar os responsáveis na aceitação e entendimento de suas angústias sobre o futuro, mas também para dar amparo na busca por novas informações sobre a condição e possíveis tratamentos, que podem vir pelo médico ou pela equipe escolhida para o tratamento. Inseridos nesse contexto, muitas das famílias precisam se reorganizar pessoalmente, financeiramente e entre outros, entendendo que nesse momento uma nova rotina precisará ser instalada.

A grande maioria das pessoas, diante do novo, é tomada por suposições e expectativas que podem ou não serem atendidas. Dessa forma, quando as coisas fogem do esperado costumamos vivenciar sentimentos não tão bons, porém que não significam que todos nossos planos foram por água abaixo, mas sim que talvez tenhamos que nos cuidar um pouco mais para minimizar os impactos do inesperado, nunca deixando de olhar também, por nós. 

Como podemos ajudar você no acolhimento pós diagnóstico?

Sem Comentários

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.