Entenda o que é Terapia ABA

Entenda o que é Terapia ABA

Durante nossas postagens aqui no blog, sempre fizemos questão de mostrar os caminhos percorridos desde o nascimento de uma criança, bem como a surpresa de um diagnóstico de TEA e os desafios que este acompanha. Em um texto específico sobre intervenção, que você pode ver clicando aqui , nós citamos a terapia ABA, você já ouviu falar sobre ela?

A Análise do Comportamento Aplicada, ou ABA (Applied Behavior Analysis, na sigla em inglês), se refere a um dos componentes que definem uma contribuição da Psicologia como área de conhecimento e campo de atuação chamada Análise do Comportamento, que ficou bastante conhecida por estar sendo amplamente utilizada na intervenção em Transtornos do Espectro Autista, você lembra o que é? Clique aqui para entender o que é TEA. Embora muitos estudos relacionem ABA e TEA, esse tipo de intervenção também é bastante utilizada e eficaz para diversos contextos.

Dentro do contexto específico de intervenção sobre TEA, as contribuições da ABA ganharam relevância desde a década de 50, se destacando por seus resultados positivos de mudança de comportamento. Desde então, a abordagem continuou tomando força com diversos estudos e mais ainda com o lançamento de uma das principais revistas científicas da área: Journal of Applied Behavior Analysis (1968), que continua sendo uma importante referência na divulgação de conhecimento científico sobre ABA e TEA, além de outras aplicações. O pioneiro dos estudos que relaciona a Análise do Comportamento e os transtornos do desenvolvimento foi Ole Ivar Lovaas, um psicólogo clínico que mostrou a efetividade de uma intervenção precoce nos casos de TEA, que você pode conferir a importância da intervenção aqui.

A prática da Análise do Comportamento Aplicada, dentro do contexto de intervenção sobre atrasos de desenvolvimento, é individualizada e tem como foco – após avaliação minuciosa, uma intervenção com ensino de habilidades que a criança não possui e também no manejo de comportamento já existentes – sejam eles em excessos ou déficits, visando o bem estar e autonomia de cada indivíduo. As intervenções devem ser coordenadas e supervisionadas por profissionais Analistas do Comportamento, com objetivo de garantir um ensino planejado, com metas claras e resultados palpáveis que são frequentemente medidos. O ensino é bastante intensivo, podendo ser recomendado de 20 a 40 horas semanais de estimulação, contando tempo de terapia, orientação/treinamento de pais e cuidadores, orientação/treinamento de equipe escolar (e eventualmente, outros ambientes significativos da criança).

É muito importante que o plano de ensino seja construído focado única e exclusivamente para o indivíduo, bem como os profissionais adequados para garantir um ensino transparente e efetivo que tenham como objetivo ampliar o potencial de desenvolvimento e independência, visando as possibilidades de cada pessoa.


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